Como dançar caboclo?



Na época da páscoa no Sertão, é natural encontrarmos grupos de caboclos dançando e pedindo esmolas nas residências. Embora seja uma tradição apenas da páscoa, essa dança faz parte da cultura popular e é identidade do povo. Dançar caboclo pode parecer fácil, seus movimentos aleatórios, gritos fortes, rostos cobertos e figurino padronizado que esconde a identidade dos brincantes, não é tão fácil quanto parece e tem uma história com contextualiza essa prática.

Segundo o educador de dança da Pisada do Sertão, Cássio Cassimiro em suas pesquisas sobre danças folclóricas, ele apresenta que a dança do caboclo se diferencia de acordo com cada região.

No Nordeste, especificamente no Sertão, a dança do caboclo tem origem do catolicismo e a cultura indígena, além da missegenação do homem branco, negro e indígena. O termo caboclo tem origem da forma como o homem da roça era chamado, pois em tempos passados, o homem da roça era chamado de caboclo.


A dança traz uma tradição indígena, ao dançar em círculos como se faz nos rituais, uma tradição da época da colheita de Jeruzalém a.c onde as pessoas pediam que não tinham colheita pediam em cestos de palha amarrados em burro. As vestimentas também tem uma referência, pois o caboclo vestido de paletó é uma crítica à políticos, o paletó, chicote e botas são crítica aos coronéis, que tratavam seus servos de forma desumana. E a máscara, talvez seja a principal caraterística da brincadeira de caboco é uma forma de esconder a identidade de quem protesta, critica e pede esmola.

Atualmente pouco se vê um grupo de caboclos tradicionais, hoje temos influência de diversos Estados do Nordeste que contemplam essa diversidade e enriquece nosso folclore.


Quer conhecer mais sobre a dança do caboclo?


Então acesse:

https://youtu.be/6sYsS_tMk6s

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